Trabalhando

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Sessão da Câmara Municipal

sábado, 17 de junho de 2017

O MUNDO ROMANO




     O Império Romano foi o período pós-republicano da antiga civilização romana, caracterizado por uma forma de governo autocrática liderada por um imperador e por extensas possessões territoriais em volta do mar Mediterrâneo na Europa, África e Ásia. 
 Capitais: Roma, Constantinopla, Ravena, Siracusa, Sirmio, Mediolano 
Fundação: 27 a.C.
Área: 4.400.000 km²
Religião: Politeísmo romano (27 a.C. - 380 d.C.) / cristianismo (380 - 476)
Moedas: Áureo, Sestércio, Soldo

Governo: Autocracia, Teocracia, Monarquia absoluta


O MUNDO ROMANO 1º ANO/EM



1. Qual a importância do domínio etrusco na transformação de Roma em uma cidade-estado?
R. Os etruscos – originários da Ásia Menor e fixados na Etrúria, região entre os rios Arno e Tibre (atual Toscana), desde o século IX a.C., exerceram grande influência sobre a sociedade romana, unificando os vilarejos latinos que deram origem a Roma. Eles transmitiram aos romanos o uso do alfabeto grego (pois comerciavam com os gregos do sul da Itália), as corridas de bigas e lutas entre gladiadores, o uso de arcos, aquedutos e canais. Influenciaram também a arte. Foi durante o domínio etrusco que Roma tornou-se cidade, cresceu e desenvolveu o comércio, e foi construída uma praça pública rodeada de templos, um complexo sistema de esgoto (Cloaca Máxima) e enormes muralhas para sua proteção. Exerceram grande influência na vida cultural, religiosa e política dos romanos e construíram uma liga de doze cidades autônomas, chefiadas por um rei. Nesse período monárquico a sociedade romana era formada por quatro seguimentos: 

        Patrícios: grandes proprietários rurais considerados cidadãos, exerciam o poder político no Senado, na cúria e na magistratura. Detinham maior parte do butim (conjunto de bens materiais e de escravos, ou prisioneiros, que se toma ao inimigo no curso de um ataque, de uma batalha, de uma guerra), nas guerras e prestavam auxílio econômico aos clientes, cedendo uma fração de suas terras para que pudessem cultivá-las. 
Clientes: camponeses em sua maioria, mantinham uma forte dependência pessoal em relação aos patrícios, apesar de serem homens livres. Davam-lhe apoio militar e político. 
Plebeus: desempenhavam diversas atividades, como o comércio e a produção artesanal. Embora fossem homens livres, não tinham acesso ao poder político. 
Escravos: prisioneiros de guerras, por dívidas ou comércio de escravos; não tinham qualquer direito político.

Em 509 a.C., uma revolta dos patrícios, com o apoio dos plebeus, pôs fim à monarquia e expulsou os etruscos do Lácio, criando uma nova forma de organização política: a República. 
2. A família era a base da organização social romana. Justifique a afirmativa.


R. A Organização social, política e econômica romana tinha por base a família. O culto a um antepassado comum e o fato de viverem em povoações vizinhas uniram as famílias clãs. Os membros eram identificados pelo mesmo nome; por exemplo: Quintus Fabius pertencia ao clã Fabia. Cada clã tinha seus túmulos domésticos, cultos particulares e seus clientes.
A cúria era presidida pelo curius maximus, que exercia sua autoridade sobre os demais.  Decidia sobre os casos de direito familiar, deliberava sobre as questões públicas que envolviam a população e confirmava os cargos dos funcionários que serviam à comunidade.

O chefe da família (pater famílias) detinha o poder absoluto sobre a mulher, os filhos, os escravos e os bens da família (res familiares). Tinha o dever e o direito de administrá-los e de orientar as atividades econômicas, sobretudo os cultivos da propriedade agrícola. Cabia –lhe representar a família na esfera pública. Por também acumular a função de sacerdote do grupo familiar, era responsável pelo culto dos antepassados. Seu poder era amplo, permitindo-lhe, inclusive, vender os próprios filhos como escravos.

3. Relacione as reformas propostas pelos irmãos Gracos com as lutas sociais na Roma Republicana.


R. Em 133 a.C., Tibério Graco, embora de origem nobre, foi eleito tribuno da plebe. Ambicionava trazer de volta as pequenas propriedades e reaver as terras do Estado, indevidamente ocupadas pelos grandes proprietários, propôs uma espécie de indenização aos proprietários, concedendo-lhes a posse de 125 hectares de terra, além de lotes suplementares de 62,5 hectares por filho, o que foi vetado pelo tribuno Otavius. A plebe urbana, a maior beneficiária da proposta da lei agrária, não manifestava interesse pela volta ao trabalho rural. Foi acusado de sacrilégio e tirania, e foi assassinado.
Em 123 a.C., seu irmão Caio Graco foi também eleito tribuno. Reapresentou a lei agrária com êxito e conseguiu distribuir lotes públicos. Distribuiu trigo a abaixo preço. Reorganizou o comércio do cereal. Ele propôs que os cavaleiros, como eram chamados os ricos homens de negócios, tivessem acesso a cargos nos tribunais, ao lado dos senadores. Muitos plebeus se enriqueceram com o comércio, formando a Ordem Equestre.
Tomou medidas polêmicas: fundou uma colônia em Cartago e propôs a concessão da cidadania romana a todos os povos aliados de origem latina da península Itálica. A reação da elite foi negativa, pois receava perder o controle nas eleições.
Os senadores conspiraram e impediram a reeleição de Caio Graco. Em 121 a.C., toda a legislação criada por ele foi anulada por um novo tribuno. A República, a partir daí, mergulhou em uma crise sem retorno. O senado havia vencido, mas acabou desmoralizado. Entretanto, o prestígio dos generais crescia, apoiados pela Ordem Equestre. A criação do Império era uma questão de tempo.


4. Qual o significado da política do “pão e circo” no mundo romano?


R. Durante O Processo de expansão romana, aumentaram o empobrecimento da população livre, sobretudo da rural, e a migração para cidades. Para contornar a crise e combater a fome, o Estado passou a distribuir cereais e a promover espetáculos públicos nas arenas para animar a plebe. Claramente, a política do Pão e circo (panem et circenses, no original em Latim), como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população, essencialmente, a classe pobre, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. Com o objetivo de amenizar as tensões entre as classes baixas, foi criada a Política do Pão e Circo, que consistia em distribuir trigo e promover espetáculos para o grupo de desempregados que vivia no Império. O Estado se encarregava de sustentar esse grupo e, com isso, evitava maiores tensões.

5. Caracterize a escravidão no mundo romano.


R. Os escravos eram obtidos por meio da guerra ou por conta de dívidas, realizavam todo tipo de trabalho braçal e doméstico e não tinham qualquer direito político. 
Em síntese: eram considerados bens de posse de quem os comprava ou os capturava, sendo desprovidos de quaisquer direitos em meio à sociedade romana. Os escravos geralmente eram povos estrangeiros capturados em outras regiões como prisioneiros de guerra ou membros da sociedade que contraíam dívidas e, por isso, tornavam-se escravos de quem estavam devendo.
            A condição dos escravos no mundo romano variou bastante, conforme a época, a origem e o meio em que viviam. A pior situação era a dos que trabalhavam nas minas ou remavam a ferros nas galeras. Tinham vida sofrida e curta. Os escravos gladiadores viviam à beira da morte na arena.


6. Por que César pode ser considerado o virtual fundador do Império Romano?



R.  Por muitos considerado o fundador daquele que viria a ser o Império Romano, ou melhor, do estado imperial romano, Caio Júlio César emergiu na vida política no período das lutas intestinas que conduziram ao fim da República patrícia. Com os grandes da cidade formou uma aliança que se esperava resolver os problemas de estado.
Em 59 a.C., Júlio César foi eleito para o cargo de cônsul e aliou-se a dois generais, Pompeu e Crasso, formando o triunvirato para governar Roma. Em 58 a.C. conquistou a Gália (França, atual). Nos anos seguintes, estendeu as fronteiras romanas à Britânia (atual Inglaterra), Hispânia (península Ibérica) Ásia Menor e Egito. 
Em 50 a.C., quando o Senado exigiu seu regresso e a desmobilização de seu exército na Gália, César desafiou a tradição romana que impedia qualquer general de marchar sobre Roma com seus soldados armados, dando ordem para que suas legiões atravessassem o rio Rubicão, ao norte da península Itálica, em 49.a.C. Atribuiu-se a César, nesse momento dramático, a célere frase: Alea jacta est (“A sorte está lançada”).
Atribui a César uma frase proferida no Senado romano, por volta de 47 a.C, mencionando suas conquistas no Oriente: Veni, vidi, vinci (“Vim, vi e venci”). Assim, César desafiava o Senado sem nenhuma cerimônia.
Em 45 a.C., derrotou as legiões de Pompeu e acabou nomeado ditador vitalício.
Em 44 a.C., César foi morto a facadas no Senado, incluindo-se entre os assassinos, homens de sua confiança, como Brutus. As últimas palavras do virtual fundador do Império Romano teriam sido Et tu Brutus? (“Até tu, Brutus?).

7. Qual a relação entre a pax augusta e o conceito de mare nostrum?


R. A pax augusta, no reinado de Otávio Augusto 40 a.C – título de Imperador romano; em 27 a.C., o Senado confirma seu título e lhe acrescenta-lhe outros. Porém, Augusto adotou uma política defensiva. As conquistas diminuíram e Roma limitou-se à proteção das fronteiras. Ele foi o primeiro imperador da dinastia Júlio-Claudiana (27 a.C. – 68 d.C.), o império conheceu um período de prosperidade.
Os Romanos edificaram o seu império, que cresceu à volta do Mar Mediterrâneo e a que chamaram “MARE NOSTRUM” (o mar é nosso): Mare Nostrum ("nosso mar", em latim) era o nome dado pelos antigos romanos para o mar Mediterrâneo. Pelo mar , os romanos transportavam com segurança as cargas preciosas, conduzidas até as cidades mais distantes por uma rede de estradas.


8. Contextualize a extensão do direito de cidadania a todos os homens livres do Império Romano.



R. Em de 49 a.C. a cidadania estendeu-se a todos os homens livres da Península Itálica, continuando a vigorar o Direito Latino em algumas regiões. A Lei das XII Tábuas será a base de todo o Direito público e privado com o crescimento do império surgem novas situações e estas leis tornam-se insuficientes Novas situações exigem novas leis: Decisões do Senado, Decretos imperiais, etc.
A sociedade Romana organizava-se segundo uma estrutura complexa, que estabelecida, entre os homens livres, estatutos muito diversificados. Ser ou não ser cidadão era o ponto de partida de todo o escalonamento social. A plena cidadania romana implicava um conjunto de direitos civis e políticos. De início, a categoria de cidadão romano estava reservada unicamente aos naturais de Roma e seus descendentes.
Aos habitantes das terras conquistadas foi concedido um estatuto inferior, que variava de região para região. Normalmente, a condição jurídica de uma cidade estendia-se aos seus habitantes. No entanto era vulgar a atribuição do título de cidadão romano àqueles que se distinguiam pelo seu mérito ou pelos bons serviços prestados. Este processo de progressiva elevação das províncias e dos e dos seus habitantes ao mesmo tempo estatuto dos seus dominadores concluiu-se, em 212 d.C., quando o Imperador Caracala concedeu a plena cidadania romana a todos os habitantes livres do Império. Este marco contribuiu como nenhum outro para a unidade do Mundo Romano.


9. Qual a importância do Cristianismo na crise do Império Romano do Ocidente?



R. O Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano em 380, com o imperador Teodósio I. O Império Romano do Ocidente cairia cerca de 100 anos depois. Entre os séculos II e III, séculos em que o Cristianismo ganhou cada vez mais adeptos entre os Romanos, o Império começou a sentir os sinais da crise: foi-se diminuindo o número de escravos, ocorreram rebeliões nas províncias, a anarquia militar e as invasões bárbaras.
Quando se fala em "sinais da crise" que estariam pretensamente relacionados ao cristianismo, na verdade se fala de um período extremamente conturbado, no qual o Império chegou a estar muito perto da derrocada. Por volta de 285, o imperador Diocleciano salvou o Império Romano do colapso, dando a ele um último fôlego. Tudo isso já ocorria numa época em que os cristãos eram somente uma minoria marginalizada. A tentativa de responsabilizar o cristianismo pelos fortes problemas vividos em Roma durante os séculos II e III fica bastante enfraquecida quando se percebe que mesmo no início do século IV apenas cinco a sete por cento dos romanos tinham se tornado cristãos; quase todos eles na parte Oriental do império, exatamente o lado que permanecera mais forte e estruturado durante a crise.
Além disso, mesmo na época da queda definitiva de Roma, o lado oriental continuava sendo o mais cristianizado. E foi esse lado mais cristão que sobreviveu na forma posteriormente conhecida como Império Bizantino.
Se a Igreja tivera reticências ao serviço militar nos tempos da perseguição, a partir do momento que o império se tornou cristão considerava um crime grave alguém furtar-se ao seu dever. A pena por deserção no exército era ser queimado a fogo lento. A Igreja tornou-se fervorosamente patriótica e romana a ponto de desgostar um neo-pagão como o imperador Juliano, o Apóstata que achava que os cristãos só deviam poder ensinar coisas relacionadas com o cristianismo e não cultura clássica. De alguma maneira, aumentou a consistência do império.
Um outro argumento que se apresenta normalmente, é que enquanto o Império pagão fora tolerante, o cristianismo era intolerante perseguindo pagãos, cristãos considerados heréticos e judeus. Roma, de fato, fora no início do Cristianismo relativamente tolerante - se perseguira pontualmente grupos como os cristãos fora por motivos muito específicos. A recusa dos cristãos em aceitar o culto da divindade do imperador foi com toda probabilidade a base jurídica das perseguições que se seguiram. A devoção monoteísta dos cristãos e sua rejeição aos rituais tradicionais deram os motivos adicionais.
Depois das dificuldades do século III, vários imperadores procuraram centralizar mais o Estado, obter um maior controle dos cidadãos para que deste modo fosse mais fácil mobilizar recursos humanos e financeiros para defender o fragilizado império, e unificar o império em torno de uma ideologia. Com Constantino I tornou-se o cristianismo a religião a obter esse monopólio.

10. quando se deu a divisão definitiva do Império romano?


          R. O Império Romano atravessou o século III em crise. A intensificação dos conflitos com os povos germânicos na região fronteiriça dos rios Reno e Danúbio obrigaram Roma a construir novas e dispendiosas muralhas. A produção agrícola voltou-se para autossuficiência e deixou de visar o mercado esterno. As propriedades tendiam a dividir-se em explorações nucleares, ainda cultivadas por trabalho escravo e por camponeses dependentes, isto é, vinculados à propriedade do senhor ao qual pagava rendas em espécie pelo seu lote em regime COLONATO.  
O desgoverno se manifestou na sucessão de imperadores militares que e mantiveram no poder por curta duração. Entre 235 e 238, os assassinatos tornaram-se, na prática, critério sucessório no Império Romano. Em 285, a situação se reverteu com a ascensão de Diocleciano, inaugurando o chamado DOMINATO OU BAIXO IMPÉRIO ROMANO (285 a 476). Em seu reinado ocorreram reformas administrativas e fiscais. Em 293, o imperador romano instituiu uma TETRARQUIA. O Império foi dividido em quatro grandes territórios, cada qual com um Imperador.
Em 395, o Império foi definitivamente dividido em: o Império Romano do Ocidente, com sede na cidade de Roma, e o Império Romano do Oriente, com sede na cidade de Bizâncio, depois denominada Constantinopla (Fundação: 330 d.C. - Istambul pela República da Turquia).  Em 476, Odoacro, chefe dos hérulos, conquistou Roma, depondo o último imperador, Rômulo Augusto. A queda de Roma foi um marco na história ocidental.
           Após A Morte do imperador Teodósio em 395, a unidade do Império é definitivamente quebrada com a divisão feita pelos seus dois filhos: Arcádio (Augusto desde 383), o mais velho, obteve o Oriente com sede em Constantinopla; Honório (Augusto desde 393), recebeu o Ocidente com sede em Milão ou Ravena.
          Na época, este ato não representava qualquer inovação, já que a partilha das responsabilidades e atribuições era prática corrente. Além disso, a ideia de unidade mantinha-se devido à figura de Estilicão, general de origem vândala, imposto por Teodósio como tutor dos jovens soberanos.
          Nas duas partes do império mantinham-se também idênticas instituições, tanto nas províncias como nos organismos centrais. Porém, não há dúvida que se vinha já produzindo uma diferenciação económica e social profunda entre Ocidente e Oriente, iniciada muito antes de 395, e que se acentuou nos anos seguintes, entre 395 e 410, devido, sobretudo, ao problema germânico.
            O Ocidente apresentava-se militarmente frágil e permeável às investidas bárbaras. A partir de 401, os Ostrogodos invadem as províncias do Danúbio superior. A partir de 406, são os Vândalos, os Sármatas, os Alanos e os Alamanos que devastam a Gália Ocidental, e Alarico saqueia Roma (410).
          O próprio Estilicão, internamente perseguido pelo partido antibárbaro, é decapitado a 22 de agosto de 408. O Ocidente ficou sob o poder dos chefes bárbaros e em 476, Odoacro, chefe dos Hérulos, depôs o último imperador romano do ocidente, Rómulo Augusto, e devolveu as insígnias ao imperador do Oriente cujos sucessores reinaram em Constantinopla até 1453.

11. Existem duas versões para a origem de Roma: a histórica e a mitológica. Descreva de forma resumida a concepção histórica.

          R. Roma surgiu de uma aglutinação de aldeias latinas, pela ação dos etruscos. Foi com sua fundação que a Península Itálica conseguiu crescer entre os povos da Antiguidade. A cidade pequena que ficava nas margens do rio Tibre, em pouco tempo dominou o mundo antigo, passando a ser conhecida como a cidade centro de todas as decisões. Roma passou por três diferentes períodos de governo: Monarquia, República e Império.

12. Reconte a origem da cidade de Roma segundo a narrativa mitológica.

           R. Segundo A Mitologia Romana, Rômulo e Remo são dois irmãos gêmeos, um dos quais, Rômulo, foi o fundador da cidade de Roma e seu primeiro rei. Conta a lenda, que Rômulo e Remo, eram filhos do deus grego Ares, ou Marte seu nome latino, e da mortal Réia Sílvia (ou Rhea Silvia), filha de Numitor, rei de Alba Longa. Amúlio, irmão do rei Numitor, deu um golpe de estado, apoderou-se da coroa e fez de Numitor seu prisioneiro. Réia Sílvia foi confinada à castidade, para que Numitor não viesse a ter descendência. Entretanto Marte desposou Réia que deu a luz aos gêmeos Rômulo e Remo. Amúlio, rei tirano, ao saber do nascimento das crianças as jogou no rio Tibre. A correnteza os arremessou à margem do rio e foram encontrados por uma loba, que teria os amamentado e cuidado deles até que estes foram achados pelo pastor Fáustulo, que junto com sua esposa os criou como filhos.
          Quando Remo se tornou adulto se indispôs com pastores vizinhos, estes o tomaram e levaram a presença do rei Amúlio que o aprisionou. Fáustulo revelou a Rômulo as circunstâncias de seu nascimento, este foi ao palácio e libertou ao irmão, matou Amúlio e libertou seu avô Numitor. Numitor recompensou os netos dando-lhes direito de fundar uma cidade junto ao rio Tibre. Os dois consultaram os presságios e seguiram até a região destinada a construção da cidade. Remo dirigiu-se ao Aventino e viu seis abutres sobrevoando o monte. Rômulo indo ao Palatino avistou doze aves, fez então um sulco por volta da colina, demarcando o Pomerium, recinto sagrado da nova cidade. Remo, enciumado por não ser o escolhido, zombou do irmão e, num salto, atravessou o sulco sendo morto por Rômulo, que o enterrou no Aventino.

          Rômulo, após a fundação da cidade, preocupou-se em povoá-la. Criou o Capitólio um refúgio para todos os banidos, devedores e assassinos da redondeza. A notícia da nova cidade se espalhou e os primeiros habitantes foram chegando, principalmente Latinos e Sabinos. Rômulo, após longa batalha com os Sabinos, firmou acordo com Tito Tácio, seu rei e com este reinou sob uma só nação na grande cidade de Roma. A Rômulo também é atribuída a instituição do Senado e das Cúrias.


13. O que era o Capitólio?

R. Construído durante o domínio etrusco, tornou-se o símbolo do poder romano: O Templo de Júpiter ou Capitólio. A fundação do Capitólio (culto aos deuses Júpiter, Juno e Minerva) resulta da síntese religiosa que deu origem à religião romana, pois Júpiter era adorado pelos latinos e sabinos e cultuado pelos etruscos. Essa construção marcou também a introdução da arte etrusca em Roma. Os artistas etruscos desenvolveram placas de terracota ordenadas de relevos, para serem embutidas nas fachadas dos templos, e aprenderam a fazer estátuas de grandes dimensões. Foi por intermédio dos etruscos que Roma se abriu às correntes da arte helênica.

14. Fale sobre a Ásia Menor.

R. A Ásia Menor é uma região em que os continentes da Ásia e da Europa ficam próximos um do outro, separados apenas por uma faixa estreita de mar. É também conhecida por seu nome grego, Anatólia. No passado, era ponto de encontro de viajantes que passavam entre a Ásia e a Europa. Hoje, é parte da Turquia.
A Ásia Menor é uma península, isto é, um pedaço de terra cercado de água por todos os lados menos um, que é ligado ao continente. A palavra “península” significa “quase ilha”. O mar Negro fica ao norte da Ásia Menor; o mar Egeu, a oeste; e o Mediterrâneo, ao sul. A península se estende no sentido Leste-Oeste da Ásia em direção à Europa.
O povo hitita estabeleceu na Ásia Menor um reino que durou desde cerca de 1700 até 1180 a.C. Assírios, persas, gregos e romanos dominaram posteriormente a península. Quando o Império Romano se dividiu, em 395 d.C., a Ásia Menor passou a fazer parte do Império Romano do Oriente, que se tornou conhecido como Império Bizantino. No século XV, os turcos conquistaram a península e a anexaram ao Império Otomano, que durou até 1922. Em 1923, a Ásia Menor tornou-se a parte asiática da República da Turquia. A Turquia também tem uma parte europeia, bem menor que a ocupada na Ásia Menor.

                                                                                                   Por Prof. Osmar Fernandes.

O Império Romano


                    Recebe o nome de Império Romano (em latim, Imperium Romanum) o estado existente entre 27 a.C. e 476 d.C. e que foi o sucessor da República Romana. De um sistema republicano semelhante ao da maioria dos países modernos, Roma passa a ser governada por um imperador vitalício, e que em 395 dividirá o poder com outro imperador baseado em Bizâncio, (depois rebatizada Constantinopla e atualmente Istambul). Foi em sua fase imperial (por volta de 117 d.C.) que Roma acumulou o máximo de seu poder e conquistou a maior quantidade de terras de sua história, algo em torno de 6 milhões e meio de quilômetros quadrados, um território do tamanho do Brasil, sem os estados do Pará e Mato Grosso.

          O império tinha por característica principal uma estrutura muito mais comercial do que agrária. Povos conquistados eram escravizados e as províncias (regiões controladas por Roma) eram uma grande fonte de recursos. O primeiro imperador foi Otávio, entre 27 a.C. a 14 d.C. Antes, porém, é importante citar Júlio César, que com suas manobras políticas acabou por garantir seu governo vitalício, entre 49 a.C. até seu assassinato em 44 a.C. Apesar de não ser considerado imperador, César foi o verdadeiro responsável pela consolidação do regime; prova disso é que todos os seus sucessores passam a receber o título de "césar", e seu perfil é incluído em meio ao dos imperadores romanos na histórica obra "As Vidas dos Doze Césares", de Suetônio.

O Império Romano foi governado por várias dinastias: 
Dinastia Júlio-Claudiana (de 14 a 68) 
Dinastia dos Flávios (de 69 a 96) 
Dinastia do Antoninos (de 96 a 192) 
Dinastia dos Severos (de 193 a 235) 

          A religião politeísta romana, em muitos aspectos similar à da Grécia antiga foi a principal do Estado durante boa parte de sua história, até 313, quando o imperador Constantino institui o Edito de Milão, que tornaria o cristianismo religião oficial do império até o seu final. Em 395, o imperador Teodósio divide o império, estabelecendo uma duarquia, com um imperador em Roma, responsável pela metade ocidental e outro em Bizâncio, responsável pela metade oriental do império. 

          Por volta do século III, inicia-se a lenta decadência do Império Romano, devido à corrupção dentro do governo e os gastos com luxo, o que drenava os investimentos no exército. Com o fim das conquistas, diminui o número de escravos, e há uma queda na produção agrícola. Isso gerava por sua vez um menor pagamento de tributos das províncias. As constantes pressões do bárbaros, aliados aos problemas já citados culminam com o fim do Império Romano do Ocidente, em 476. 

          De acordo com a leitura de muitos historiadores, porém, o Império Romano só  chegou de fato ao seu fim em 1453, com a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos. Isto porque, apesar de ser conhecido nos manuais de história como Império Bizantino (império cuja capital é Bizâncio), seu nome oficial era Império Romano, e seus cidadãos geralmente se denominavam romanos, apesar da religião estatal ser a ortodoxa grega e a língua oficial ser o grego. Aliás, o adjetivo "romano" permaneceu na língua grega com o mesmo sentido até mesmo depois da unificação grega em 1821. 

Por Emerson Santiago

Bibliografia: História de Roma Antiga e o Império Romano. Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/imperioromano/>. Acesso em: 16 jul. 2012.
O Império Romano. Disponível em: <http://www.colegioweb.com.br/historia/o-imperio-romano.html>. Acesso em: 16 jul. 2012. 




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